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Synopsis

O Idiota (em russo org: Идиот) é um romance escrito em Florença, entre os anos de 1867 e 1868, pelo escritor russo Fiodor Dostoiévski. Publicado em 1869, o livro foi muito bem recebido pelos críticos da época. Nele Dostoiévski constrói um dos personagens mais impressionantes de toda literatura mundial, o humanista e epilético Príncipe Míchkin, mescla de Cristo e Dom Quixote. Escrito em meio a crises de epilepsia, perturbações nervosas, viagens e sob a pressão de severas dívidas de jogo, O Idiota é considerado pelo crítico estadunidense Harold Bloom um Cânone Ocidental, juntamente com Crime e Castigo e Memórias do Subsolo. Dostoiévski nesse livro fala do nacionalismo russo e do catolicismo eslavo. Com o príncipe, ele tenta resgatar uma figura pura e quase santa de uma sociedade russa que talvez tenha existido. O livro é considerado o mais típico de seu estilo, com abundantes personagens, análises psicológicas, histórias e humor. Pode-se dizer, como será natural, que o livro contém muita coisa da vida do autor e da sua ideologia. Uma semelhança bastante evidente é a de o príncipe também sofrer de ataques epitéticos, a personagem Aglaia crê-se que foi criada a partir de uma mistura entre Ana Korvin Krukovskaia e Paulina Suslova. A primeira mulher foi a quem Dostoiévski fez corte durante algum tempo por correspondência e pediu em casamento, mas esta recusou o pedido por achá-lo de aspecto pouco atraente (a família Epantchin também teria sido inspirada na própria família de Ana Krukovskaia, os Krukovski), a segunda mulher foi na realidade a grande paixão de Dostoievski e a pessoa mais retratada nos seus romances. Os anos em que Dostoiévski viveu na Europa contribuíram para o escritor um forte conhecimento acerca de vários países e de vários costumes da época. Foi uma oportunidade excelente para este poder fazer comparações entre a Rússia da altura e a Europa Ocidental, sempre sob o ponto de vista eslavo. Os avanços técnicos eram notórios na Europa Ocidental com a industrialização que batia largamente a Rússia aos pontos, contudo, a espiritualidade da Rússia revelava-se bastante superior à da Europa Ocidental, e Dostoiévski, que acreditava piamente no renascimento da ortodoxia russa e sendo ele também um devoto da fé ortodoxa, tinha conhecimento desta Rússia e a sua força espiritual. Julgava o sentimento patriarcal e ortodoxo como sendo a única solução verdadeira para realização-pessoal de a Rússia não vir a cair na mesma cultura materialista de afirmação-pessoal que a Europa começava a eleger e até de poder salvar a Europa do seu próprio declínio, daí, sob o desejo de cultivar e propagar esse sentimento eslavo, escreve certas partes do romance acerca da contradição Europa-Rússia.

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