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Synopsis

Este livro está construído sobre um campo em que Arte, especificamente Dança, é assumida como um exercício constante sobre a perturbação dos sentidos, sem deixar de estarmos atentos à ambivalência do termo sentidos, referindo-se tanto às interfaces do corpo humano com seu ambiente como a dimensões semânticas. Ou seja, os sentidos que “trazem” as coisas do mundo até nós e os sentidos que fazemos dessas coisas (e a partir delas, e a despeito delas...).

É possível acreditar que refletir sobre dança nessa perspectiva possa sublinhar muitas coisas sobre o funcionamento, a natureza, as maravilhas e os mistérios do cérebro, mente e consciência.  Ao fazermos isso, como artistas, nós não estamos fazendo outra coisa senão ajudar a cavar, do nosso lado, o túnel muitas vezes escavado de outro lado por neurocientistas, psiquiatras, psicólogos, filósofos, biólogos etc.

O objeto da discussão é o Contato Improvisação, nome que se estabeleceu em português como tradução para Contact Improvisation, uma específica proposta de investigação do movimento e dança “batizada” no ano de 1972 em Nova Iorque, nos EUA, a partir do trabalho de dançarinos que emergiam da tradição de dança moderna com propostas vanguardistas.

A premissa básica é que o Contato Improvisação é uma prática que coloca dançarinos para se encontrar e atuar em estados de percepção, imaginação e subjetivação do mundo de destacada permeabilidade. Nesse encontro, não apenas suas experiências subjetivas do mundo são constantemente desestabilizadas e estimuladas como um território de intensa intersubjetivação surge como uma espécie de mente compartilhada e externalizada em estado de intensificada imaginação.

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